Tipos de conjuntivite, causas, sintomas e tratamento da conjuntivite alérgica, viral, bacteriana, neonatal, vernal, sazonal e outras.


Conjuntivite - Como surge e se desenvolve

O período de incubação da conjuntivite é de 4 a 7 dias. Geralmente começa por um dos olhos e, com 3 a 4 dias, passa também para o outro olho.
A fase aguda dura de 7 a 10 dias (maior risco de passar para outras pessoas).
A vermelhidão pode permanecer até 2 a 3 semanas (principalmente se houve hemorragia conjuntival).


Causas e sintomas da conjuntivite

Conjuntivite pode ser causada por uma infecção viral, tal como, uma infecção respiratória aguda, ou doença como o sarampo, herpes simplex ou herpes zoster. Os sintomas podem incluir desconforto leve a grave em um ou ambos os olhos; vermelhidão; inchaço das pálpebras e uma secreção aquosa, amarela ou esverdeada. Os sintomas podem durar de vários dias a semanas. A infecção com um adenovirus, no entanto, também pode provocar uma quantidade significativa de descarga semelhantes a pus e uma sensação áspera no olho. Estes sintomas podem também ser acompanhados por inchaço e sensibilidade dos nódulos linfáticos, perto do ouvido.
Conjuntivite bacteriana pode ocorrer em adultos ou crianças sendo causada por organismos como Staphylococcus, Streptococcus pneumoniae e Haemophilus. Os sintomas da conjuntivite bacteriana incluem sensação de pálpebras duras após o acordar. Vermelhidão da conjuntiva pode ser ligeira a grave e pode ser acompanhada por inchaço. Pessoas com sintomas de conjuntivite, e que são sexualmente ativas, possivelmente podem ser infetadas com clamídia ou com as bactérias que causam a gonorreia. Pode ainda existir grandes quantidades de descarga de liquido tipo pus. Os sintomas de conjuntivite podem ainda incluir hipersensibilidade à luz (fotofobia), uma descarga de muco aguado, e sensibilidade nos gânglios linfáticos perto do ouvido, que pode persistir até três meses.
A conjuntivite também pode ser causada por condições ambientais como vento, fumaça, poeira, e reações alérgicas causadas por pólen, poeira ou grama. Os sintomas variam de coceira e vermelhidão, a uma descarga de muco. As pessoas que usam lentes de contacto podem desenvolver conjuntivite alérgica causada pelas diferentes soluções oculares.
Outras causas menos comuns de conjuntivite incluem o facto de olhar para o sol, uso de lâmpadas solares, lâmpadas de plantas, ou olhar para as luzes durante um processo de soldagem, bem como ductos lacrimais defeituosos.

Diversos tipos de conjuntivite

A causa da conjuntivite pode ser infecciosa, alérgica ou tóxica.
A conjuntivite infecciosa é transmitida por vírus ou bactérias e pode ser contagiosa. O contágio se dá, nesse caso, pelo contato, uso de objectos contaminados, contato direto com pessoas contaminadas ou até mesmo pela água da piscina. Quando ocorre uma epidemia de conjuntivite, pode-se dizer que é do tipo infecciosa.
A conjuntivite alérgica é aquela que ocorre em pessoas predispostas a alergias (como quem tem rinite ou bronquite, por exemplo) e geralmente ocorre nos dois olhos.
A conjuntivite tóxica é causada por contato direito com algum agente tóxico, que pode ser algum colírio medicamentoso ou alguns produtos de limpeza, fumaça de cigarro e poluentes industriais.


Formas de conjuntivite

Todas as formas de conjuntivite, incluindo conjuntivite bacteriana, viral, alérgicas e outras, envolvem inflamação da área transparente, membrana mucosa (conjuntiva) que cobre a parte branca do olho ou da esclera.
Causas infecciosas de um olho inflamado e conjuntivite incluem bactérias, vírus e fungos. As causas não infecciosas incluem alergias, corpos estranhos e produtos químicos.
A frase "olho cor de rosa" é utilizada para se referir a conjuntivite, porque coloração rosa ou vermelhidão da conjuntiva é um dos sintomas mais perceptíveis.



Os Sintomas da conjuntivite

Os sintomas de conjuntivite podem variar, dependendo da causa da inflamação, mas podem incluir:
- Vermelhidão na parte branca do olho ou pálpebra interna;
- O aumento da quantidade de lágrimas;
- Secreção amarela espessa que cria crostas ao longo dos cílios, especialmente após o sono;
- Descarga verde ou branca do olho;
- Coceira nos olhos;
- Olhos ardentes;
- Visão embaçada;
- Aumento da sensibilidade à luz.

Consulte um médico se você tiver algum destes sintomas de conjuntivite. Você pode ser aconselhado a comparecer para um exame de seus olhos e uma amostra de fluido da pálpebra retirada com um cotonete pode ser levada para ser analisada em laboratório. Bactérias ou vírus que podem ter causado conjuntivite, incluindo uma infecção sexualmente transmissível, pode, então, ser identificada e assim promover a prescrição de tratamento adequado.

O que provoca a conjuntivite?

Conjuntivite tem uma série de causas diferentes, e estas incluem:
- Vírus;
- Bactérias (como a gonorreia ou clamídia);
- Produtos irritantes, como shampoos, sujeira, fumaça e cloro ds piscina;
- Alergias, a poeira e pólen, ou um tipo especial de alergia que afeta alguns usuários de lentes de contato;

- Algumas bactérias e vírus - chamada de conjuntivite infecciosa, que pode espalhar-se facilmente de pessoa para pessoa, mas geralmente não se torna um risco sério à saúde.


Conjuntivite


A conjuntivite trata-se de uma inflamação da conjuntiva ocular, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular ( branco dos olhos) e o interior das pálpebras.. Normalmente, ataca os dois olhos, podendo durar de uma semana a quinze dias e não costuma deixar sequelas.

Conjuntivite é o inchaço da camada fina e transparente que cobre o branco do olho e linhas de sua pálpebra (conjuntiva), sendo por vezes chamada de olho-de-rosa.

Os dois tipos mais comuns de conjuntivite são infecciosa (viral e bacteriana) e conjuntivite alérgica. A conjuntivite infecciosa representa pouco mais de um terço de todos os problemas oculares no Reino Unido a cada ano. Mais da metade de todas as visitas ao médico para problemas nos olhos são devido a formas de conjuntivite.

Tipos de conjuntivite

Conjuntivite é classificado em três tipos principais. Esses são:
- conjuntivite infecciosa (viral e bacteriana);
- conjuntivite alérgica;
- conjuntivite irritante (química).


Tratamentos para conjuntivite bacteriana, viral e alérgica

Tratamento da conjuntivite bacteriana 
Se a infeção que provoca conjuntivite for bacteriana, o médico pode prescrever colírios antibióticos como tratamento da conjuntivite, e a infeção deve limpar dentro de alguns dias. Pomada antibiótica, no lugar de colírios, às vezes é prescrita para tratar conjuntivite bacteriana em crianças. Uma pomada é muitas vezes mais fácil de administrar para um bebê ou criança pequena do que os colírios, embora possam perturbar a visão por até 20 minutos após a aplicação. Com qualquer tipo de medicação, você deve observar uma acentuada melhoria nos sinais e sintomas dentro de um a dois dias. Certifique-se de usar a medicação durante todo o tempo que o seu médico prescreve, para prevenir a recorrência da infeção. 

Tratamento da conjuntivite viral 
A conjuntivite viral não responde ao tratamento com colírios antibióticos ou pomada.
Como no caso de um resfriado comum, você pode usar um remédio para aliviar alguns sintomas, mas o vírus continua o seu curso. Você pode notar um agravamento dos sintomas nos primeiros três a cinco dias. Depois disso, seus sinais e sintomas devem gradualmente melhorar por conta própria. O virus pode levar até duas a três semanas a partir do momento que você estava infetado, para desaparecer.

Tratamento da conjuntivite alérgica 
Se a irritação é uma conjuntivite alérgica, o seu médico pode prescrever um dos muitos tipos existentes de colírios. Estes podem incluir anti-histamínicos, descongestionantes, estabilizadores de mastócitos, esteróides e gotas anti-inflamatórias.

Conjuntivite, como se diagnostica

O diagnóstico de conjuntivite baseia-se no relato do paciente e no exame biomicroscópico (na lâmpada de fenda), no qual se verifica a dilatação dos vasos conjuntivais (hiperemia ocular), associada ou não a outros situações, como, secreção ocular e hipertrofia papilar (ou folicular). A descrição do paciente pode ser inespecífica, podendo referir queixas de fotofobia, lacrimejamento e ardência ou bastante sugestivo da etiologia, como o prurido e o histórico de atopia, nos casos de conjuntivites alérgicas.
Antes de nos aprofundarmos no estudo da conjuntivite, devemos, contudo lembrar da importância de saber distingui-las de outras causas de olho vermelho (hiperemia ocular), como uveítes e crises agudas de glaucoma.
Nestas duas últimas situações, verifica-se a presença de células inflamatórias na câmara anterior e o aumento da pressão intra-ocular, associadas ou não com outras situações, como edema corneano e diminuição da visão.
Já nas conjuntivites, tais alterações não são verificadas. Na maioria dos casos, as conjuntivites não diminuem a visão, nem causam dor severa ao paciente, embora isto possa ocorrer em casos excepcionais.
As conjuntivites podem ser classificadas, basicamente, em cinco tipos, nomeadamente conjuntivite viral, bacteriana, alérgica, neonatal e tóxica.


Conjuntivite alérgica e conjuntivite resultante da irritação

A conjuntivite alérgica afeta ambos os olhos, e é uma resposta a uma substância causadora de alergia, como o pólen. Em resposta aos alérgenos, o corpo produz um anticorpo chamado imunoglobulina E (IgE). Este anticorpo desencadeia células especiais (chamadas mastócitos) no revestimento mucoso dos olhos e vias respiratórias para liberar substâncias inflamatórias, incluindo histamínicos. Liberação de histamina no corpo pode produzir uma série de sinais e sintomas de alergia, incluindo os olhos vermelhos ou cor de rosa. 
Se você tiver conjuntivite alérgica, pode ocorrer coceira intensa, lacrimejamento e inflamação dos olhos, assim como comichão, espirros e corrimento nasal aquoso. Você também pode experimentar inchaço da membrana (conjuntiva) das linhas de suas pálpebras e parte de seus globos oculares, resultando no que pode ser parecido com bolhas claras sobre o branco dos seus olhos. 

Conjuntivite resultante da irritação 
Irritação de um respingo químico ou objeto estranho no seu olho também está associado à conjuntivite. Às vezes, rubor e limpeza do olho para se livrar do produto químico ou objeto provoca vermelhidão e irritação. Os sinais e sintomas, que podem incluir uma descarga de muco em vez de pus, geralmente desaparecem por conta própria dentro de cerca de um dia.

Fatores de risco para conjuntivite incluem: 
• A exposição a um alérgeno no caso de conjuntivite alérgica;
• A exposição a alguém infetado com a forma viral ou bacteriana de conjuntivite.

As conjuntivites virais e bacterianas são comuns entre as crianças e são muito contagiosas. Pessoas com conjuntivite podem ser contagiosas por 7 a 14 dias após os sinais e sintomas aparecem pela primeira vez.
Pessoas que usam lentes de contato, especialmente lentes de uso prolongado, podem ser mais propensas a conjuntivite.

Conhecendo a conjuntivite

Conjuntivite é uma inflamação ou infeção da membrana transparente (conjuntiva) que reveste a pálpebra e parte do seu globo ocular. A inflamação faz com que pequenos vasos sanguíneos da conjuntiva possam tornar-se mais proeminentes.
A causa de conjuntivite é geralmente uma infeção bacteriana ou viral, uma reação alérgica ou - em recém-nascidos - um canal lacrimal que não está totalmente aberto.
Embora a inflamação da conjuntivite se torne numa condição irritante, raramente afeta sua visão. Se você suspeitar de conjuntivite, você pode tomar medidas para aliviar o desconforto. Mas, porque a conjuntivite pode ser contagiosa, diagnóstico precoce e tratamento é a melhor solução para ajudar a limitar a sua propagação. 

Os sintomas mais comuns de conjuntivite incluem:
• Vermelhidão num ou ambos os olhos;
• Coceira num ou ambos os olhos;
• A sensação de areia num ou ambos os olhos;
• Uma descarga num ou ambos os olhos que  forma uma crosta durante a noite;
• Sensação de rasgo.

Conjuntivite pode fazer com que você se sinta como se tivesse algo num ou ambos os olhos, e que você simplesmente não pode remover. Quando você acorda de manhã, os olhos podem parecer estar colados e fechados, resultante da descarga proveniente de seus olhos. 

Causas de conjuntivite incluem:
• Vírus;
• Bactérias;
• Alergias;
• Um respingo químico no olho;
• Um objeto estranho no olho.

A conjuntivite viral e bacteriana 
A conjuntivite viral e conjuntivite bacteriana podem afetar um ou ambos os olhos. A conjuntivite viral geralmente produz uma secreção aquosa ou mucosa. Conjuntivite bacteriana muitas vezes produz uma descarga mais espessa, amarelo-esverdeada e pode estar associada com uma infeção respiratória ou com a inflamação da garganta. Ambas, conjuntivite viral e bacteriana podem ser associadas com resfriados. Ambos os tipos, virais e bacterianos são muito contagiosos. Tanto adultos como crianças podem desenvolver estes dois tipos de conjuntivite, no entanto a conjuntivite bacteriana é mais comum em crianças do que em adultos.

Conselho médico para conjuntivite

Conjuntivite pode ser uma condição irritante, mas geralmente é inofensiva para a sua visão e geralmente não requer tratamento extenso ou de emergência. No entanto, porque a conjuntivite pode ser altamente contagiosa durante o período de duas semanas após o inicio dos sinais e sintomas, é importante buscar o diagnóstico e tratamento precoce. Mantenha as crianças com conjuntivite bacteriana longe de creches ou escolas, até que se inicie o tratamento.
Crianças com conjuntivite viral podem ser contagiosas durante vários dias, durando até uma semana ou mais. Consulte o seu médico se você tiver quaisquer duvidas sobre quando seu filho pode voltar para a escola ou creche. Muitas escolas e creches exigem que seu filho espere pelo menos 24 horas após o início do tratamento antes de voltar para a escola ou creche. 
Apesar da conjuntivite muitas vezes melhorar sem tratamento, pode ser acompanhada por uma inflamação da córnea, o que pode afetar a visão. Por esta razão, um exame formulado por um médico qualificado é importante para determinar qual a melhor opção de gestão para você ou seu filho.

Testes e diagnóstico
O seu médico poderá retirar uma amostra das secreções oculares da conjuntiva para análise em laboratório, de modo a poder determinar qual o tipo de infeção que você tem e qual a melhor forma de tratá-la. Se você tem uma criança pequena com conjuntivite recorrente ou persistente lacrimejamento dos olhos, seu filho pode ter um ducto lacrimal obstruído. O pediatra do seu filho pode acompanhar de perto a situação para ver se o canal lacrimal abre por conta própria, ou se existe necessidade de ser encaminhado para um oftalmologista, para posterior avaliação e tratamento.

Como prevenir uma conjuntivite

Praticar uma boa higiene é a melhor maneira de controlar a propagação da conjuntivite. Uma vez que a infecção tenha sido diagnosticada, siga estes passos: 
• Não toque os olhos com as mãos;
• Lave as mãos cuidadosamente e com frequência;
• Mude a sua toalha de enxaguar diariamente, e não a compartilhe com outras pessoas;
• Mude sua fronha com frequência;
• Descarte cosméticos para os olhos, especialmente rímel;
• Não use cosméticos para os olhos de qualquer outra pessoa ou qualquer outro item pessoal de cuidados dos olhos;
• Siga as instruções do seu médico e limpe bem as lentes de contato.

Se o seu filho estiver infetado com conjuntivite, evite o contato próximo com outras crianças. Muitas escolas enviam crianças com conjuntivite para casa, e provavelmente vão pedir que o seu filho receba pelo menos um dia completo de tratamento antes de retornar. 

Prevenção de conjuntivite em recém-nascidos
Os olhos dos recém-nascidos são suscetíveis a bactérias, normalmente presentes no canal de nascimento da mãe. Estas bactérias não causam sintomas na mãe. Em casos raros, estas bactérias podem causar o desenvolvimento de uma forma grave de conjuntivite nas crianças, conhecida como oftalmia neonatal, que necessita de tratamento sem demora, para preservar a visão. É por isso que logo após o nascimento, os olhos de todos os recém-nascidos são protegidos com uma aplicação preventiva de um antibiótico, como a pomada eritromicina.

Estilo de vida e remédios caseiros 
Você pode aliviar o desconforto da conjuntivite através da aplicação de compressas quentes sobre o olho ou olhos afetados. Para fazer uma compressa, molhe um pano limpo e sem fiapos com água morna e torça-o antes de aplicá-lo suavemente nas suas pálpebras fechadas.
Para a conjuntivite alérgica, evite esfregar os olhos, de modo que você não libere mais histamínicos. Em vez disso, use compressas frias para aliviar seus olhos.

Alérgenos que provocam conjuntivite alérgica

Os alérgenos provocadores de conjuntivite alérgica em nosso meio são principalmente os ácaros da poeira domiciliar, e nós convivemos com eles dentro de nossas casas. Os alérgenos dos ácaros podem provocar a conjuntivite alérgica durante todo o ano.  
A fumaça do cigarro, cheiros fortes e a combustão  do óleo diesel podem provocar irritação nos olhos. Os irritantes tendem a piorar os sintomas da alergia ocular. 
As conjuntivites alérgicas provocadas por polens e  fungos-do-ar são raras entre nós. As pessoas sensíveis aos polens desenvolvem sintomas durante o período de floração, que é o período de polinização da planta. 
Quando a pessoa é sensível ao pólen de uma planta a conjuntivite alérgica recebe o nome de intermitente ou sazonal.

Saiba o que é conjuntivite
Conheça os sintomas da conjuntivite
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Crises de conjuntivite alérgica

As crises de conjuntivite alérgica começam quando os olhos lacrimejam, avermelham e coçam, e essas crises se tornam frequentes. 
Existem diferentes tipos de alergias que afetam os  olhos, sendo as mais comuns a  conjuntivite alérgica  e a dermatite de contato. Como afeta os olhos, o primeiro profissional a ser procurado é o oftalmologista e depois o alergista.

SINTOMAS MAIS FREQUENTES DA CONJUNTIVITE ALÉRGICA 
  • Coceira nos olhos;
  • Conjuntiva edemaciada (inchada) e avermelhada;
  • Intenso lacrimejamento;
  • Sensação de queimação;
  • Edema de pálpebras, geralmente em ambas;
A conjuntivite alérgica pode ocorrer de forma isolada, mas com frequência vem acompanhada da rinite alérgica. A rinite alérgica apresenta sintomas como coceira (nariz, garganta, ouvidos e/ou olhos), espirros em salva (acima de 5 espirros), coriza aquosa e nariz entupido. Geralmente as pessoas procuram tratamento para a rinite alérgica e muitas vezes não leva em consideração a conjuntivite.  
A conjuntivite alérgica geralmente torna-se um  transtorno  para seu portador, sendo as crianças mais afetadas. O sofredor apresenta intenso desconforto com a intensidade da luz do dia, da luz fluorescente e da luz emitida pelo televisor. A coceira dos olhos e o lacrimejamento pioram a visão e esse grande desconforto leva a criança a ter dificuldade de leitura e interferindo no aprendizado escolar.
A dermatite de contato dos olhos ocorre quando a pessoa se sensibiliza a algum componente do colírio ou outros medicamentos de uso tópico e os sintomas são similares aos da conjuntivite alérgica.

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Conjuntivites entero ou adenovirais

Esta é uma forma epidêmica de conjuntivite que quase sempre afeta ambos os olhos. O paciente pode reclamar de uma sensação de corpo estranho, com lacrimejamento, secreção, vermelhidão e edema palpebral. Eles também podem queixar-se que os olhos estão sensíveis à luz, com a visão embaçada.
Os olhos apresentam-se vermelhos, com secreção, mas a córnea e a pupila encontram-se geralmente normais. Em casos graves pode haver uma pequena hemorragia na conjuntiva. O paciente pode também queixar-se de sintomas do trato respiratório superior e outros sintomas generalizados (dor de garganta, febre e dor de cabeça). A infecção do olho dura de 7 a 14 dias, e geralmente cura-se sozinha. A condição é extremamente contagiosa. Os profissionais de saúde devem lavar as suas mãos depois de examinar um paciente e desinfectar os instrumentos que tiverem usado.

Tratamento
Não há um tratamento específico para conjuntivites virais, e a condição cura-se por si só. Os colírios antibióticos evitam infecções secundárias por bactérias, e a pomada oftalmológica de tetraciclina pode ser aliviante. Os colírios esteróides de uso tópico nunca devem ser administrados nos casos de conjuntivite devido à infecção viral.

Educação sanitária
Os pacientes devem ser informados que a condição é muito infecciosa, que não devem dividir toalhas faciais, e que devem lavar as mãos regularmente. Em lugares do mundo onde os remédios caseiros para os olhos são comumente usados, o paciente deve ser aconselhado a não fazer uso de tais remédios e precisa de saber que a infecção irá ficar curada.

Tratamento da conjuntivite bacteriana

O tratamento da conjuntivite bacteriana é normalmente realizado com colírios de antibióticos, podendo ser utilizado quinolonas de terceira (ciprofloxacina ou ofloxacina) ou quarta geração (moxifloxacina ou gatifloxacina) na posologia de 4 a 5 vezes por dia. Além disso, podem ser associados lágrimas artificiais e compressas frias. No caso de confirmação diagnóstica de conjuntivite por hemophilus influenza em crianças, deve ser associado tratamento sistêmico com amoxacilina/clavulanato 30 mg/kg/dia dividido em 3 doses, para evitar complicações como meningite e pneumonia.

Tratamento da conjuntivite viral

O tratamento para a maioria dos casos de conjuntivite viral é sintomático, com o uso de lágrimas artificiais 6 a 7 vezes por dia e compressas frias. No caso de membranas ou pseudomembranas deverão ser retiradas de forma muito cuidadosa. Em casos severos ou na presença de infiltrados subepiteliais com diminuição da acuidade visual poderá fazer-se uso de colírios  de corticóide, atentando para a retirada gradual dos mesmos, já que o uso incorreto de corticóides pode acarretar cronicidade da conjuntivite, principalmente em relação ao infiltrados, que, quando não trazem prejuízo visual ao paciente, podem ser somente acompanhados, já que  a maioria desaparece em torno de seis meses.

Diferença ente conjuntivite bacteriana e viral

Conjuntivite bacteriana

Varias espécies bacterianas podem causar conjuntivite, produzindo uma secreção purulenta. A visão permanece inalterada, causando apenas um desconforto. A doença usualmente é autolimitada, com duração de 10 a 14 dias se não tratada. Com o uso de colírios ou pomadas antibióticos ocorre a cura geralmente com 2 a 3 dias.
Algumas bactérias podem ser mais perigosas, como no caso da conjuntivite gonocócica, usualmente adquirida pelo contato com secreção genital infectada. É considerada uma emergência oftalmológica, pois pode levar a perfuração da córnea rapidamente. O diagnóstico deve ser confirmado pela identificação da bactéria na secreção.

Conjuntivite viral

A conjuntivite viral é usualmente associada à faringite, febre e mal-estar.O olho fica vermelho, principalmente na parte de dentro das pálpebras e ocorre eliminação de grande quantidade de secreção aquosa. As crianças são mais afetadas que os adultos, e piscinas contaminadas são algumas vezes a fonte de infecção. A doença dura no máximo 2 semanas. O colírio antibiótico pode ser usado para prevenir a infecção bacteriana sobreposta. Compressas de água morna podem diminuir o desconforto e corticóides locais podem tratar complicações.

Causas e tratamento da conjuntivite em crianças e bebés

Causas da conjuntivite

A conjuntivite pode ser causada por um vírus, uma bactéria, ou por uma reação alérgica. A infecciosa (por bactéria) é muito contagiosa. Se começa por um olho, com certeza afetará o outro. E é purulenta. Por outro lado, as virais e as alérgicas apresentam pouca secreção. Produzem lágrimas claras e aquosas e pálpebras inchadas.

Tratamento da conjuntivite

Deve-se consultar sempre o pediatra. No caso de infecção, ele receitará um antibiótico ou um colírio. Nos outros casos, se tratará usando colírios antiinflamatórios e antihistamínicos. Enxaguar o olho com soro fisiológico e, para evitar contágios, não se deve compartilhar toalhas da pessoa afetada de conjuntivite.

Tratamento da conjuntivite com colírios

Há vários tipos de colírios, cada um com indicações específicas e riscos próprios decorrentes do mau uso. Se pingar um colírio comum com regularidade já é perigoso, usar aqueles indicados para determinadas doenças é mais temeroso ainda. “Quando uma pessoa asmática usa por conta própria um colírio para glaucoma, por exemplo, ela pode desenvolver uma crise de asma”, diz o oftalmologista, que explica que eles também podem causar sonolência e taquicardias. Entenda melhor os diferentes tipos de colírios: Lubrificantes - Possuem várias indicações e apresentam menos efeitos colaterais. “Ainda assim, é preciso orientação médica porque contêm conservantes e há o risco de provocarem  conjuntivite alérgica”, explica o médico.
Outro detalhe que quase não é levado em conta pela população é a validade do colírio, o remédio começa a ficar cheio de bactérias.
Vasoconstritores - Servem para tirar a vermelhidão dos olhos. São vendidos sem receita e estão sempre no armário do banheiro. Pingar um produto desses sem indicação, além de mascarar o verdadeiro problema, que deve ser investigado, pode acelerar o aparecimento de catarata.
Antibióticos - O uso de forma crônica e irregular pode, por exemplo, facilitar o aparecimento de mutações de bactérias que ficam resistentes, o que torna o tratamento mais difícil.
Corticóides - O mau uso por conta própria pode favorecer a formação de catarata e o aumento da pressão do olho, favorecendo o aparecimento do glaucoma, informa Centurion.
Anestésico - Outro colírio perigoso. “Quando  aparece um cisco no olho ou qualquer outra coisa, o anestésico alivia a dor. No entanto, o abuso pode levar até à perfuração da córnea”.
Pomadas - Também devem ser prescritas pelo oftalmologista. “Muitas pessoas, no afã de aliviar uma coceira ou um ardor nos olhos, aplicam pomadas antialérgicas destinadas à pele nos olhos. Atitude equivocada e perigosa que pode mascarar doenças e provocar uma alergia ocular”.

Para conjuntivite

Se se trata de uma conjuntivite alérgica, é recomendado o colírio antialérgico; se é bacteriana, o colírio antibiótico; se é viral, pode ser indicada apenas a lágrima artificial ou um colírio antiinflamatório. Conjuntivites mal tratadas e automedicação causam a ceratite, uma inflamação na córnea.

Tratamento das conjuntivites alérgicas sazonais

No Tratamento das conjuntivites alérgicas sazonais, o quadro é na maioria dos casos, resolvido com anti-histamínicos para amenizar o prurido e estabilizadores de membrana, além de lubrificantes (sem conservantes) para dar maior conforto. Os estabilizadores de membrana levam no mínimo uma semana para surtirem efeito, portanto, seu uso deve ser continuado mesmo após cessar a crise, por pelo menos um mês.
A ceratoconjuntivite atópica deve ser tratada de forma conjunta – conjuntivite e blefarite – para que se possa compensar o quadro.
Devemos utilizar anti-histamínicos, estabilizadores de membrana, lágrimas artificiais, e, dependendo da gravidade do quadro, corticosteróides. A blefarite deve ser tratada com pomadas de tetraciclina, que, além de diminuírem a população bacteriana, agem emulsionando as gorduras, o que é de grande valia na meibomite.
Nas conjuntivites vernais, o tratamento baseia-se principalmente nos estabilizadores de membrana, anti-histamínicos e corticosteróides.
As lágrimas artificiais devem ser instiladas de hora em hora, pois a ceratite pontuada normalmente é severa. No caso de ocorrer úlcera em escudo, as placas de fibrina devem ser removidas.
Nos casos de conjuntivite papilar gigante, o tratamento só será eficaz com a suspensão da causa. Em usuários de lentes de contato ou prótese ocular, deve-se suspender o uso por pelo menos um mês. Nos casos de exposição de fio de sutura ou faixa escleral, a remoção ou reposicionamento deve ser feita.
Em todos os casos de conjuntivite alérgica, vemos que o tratamento baseia-se em anti-histamínicos, estabilizadores de membrana e corticosteróides. Em minha prática diária, dou preferência à olopatadina, por ser um medicamento mais potente que o cromoglicato dissódico, e tem ação anti-histamínica associada. A posologia é de quatro vezes ao dia, e, nos casos recorrentes, deve-se manter a medicação por no mínimo seis meses para que se obtenha o efeito de prevenção de novas crises. Quanto ao corticosteróide, utilizo a Rimexolona, por ser uma droga potente e de pouca ou nenhuma penetração na câmara anterior, o que minimiza o risco de glaucoma e catarata. Quanto à posologia, inicialmente recomendo freqüência de duas em duas horas, diminuindo a cada semana, até alcançar duas vezes ao dia, que mantenho por dois meses, com posterior retirada gradual. Em todos os casos de conjuntivite alérgica utilizo lubrificantes em conservantes, pois aumenta o conforto do paciente e mantém a lubrificação corneana. Raramente utilizo AINH.
Estudos recentes demonstram a eficácia da ciclosporina 0,05% em ceratoconjuntivite atópica e conjuntivite vernal, principalmente os casos refratários à corticoterapia. A posologia recomendada é de quatro vezes ao dia, mantida por seis meses.

Tratamento da conjuntivite alérgica

Em qualquer quadro alérgico, ocular ou não, o primeiro passo é orientar o paciente (ou seu responsável) que a doença é crônica, recorrente, e deve-se tomar algumas medidas para diminuir a intensidade e a freqüência das crises, a saber: evitar o acúmulo de pó, como em cortinas carpetes, bichos de pelúcia, varrer a casa com auxílio de pano úmido, para não levantar a poeira, entre outras medidas preventivas. Não coçar o olho é mandatório; as compressas geladas aliviam muito os sintomas alérgicos.
As drogas utilizadas no tratamento das conjuntivites alérgicas são anti-histamínicos, estabilizadores de membrana de mastócitos, antiinflamatórios não hormonais, costicosteróides, e imunomoduladores.
Os anti-histamínicos tópicos são indicados nos pacientes onde o prurido é sintoma importante, porém, sua ação é unicamente sobre a histamina, tendo seu efeito limitado à inibição do prurido e da hiperemia. Essa medicação não inibe nem tampouco cessa a manifestação alérgica, sendo apenas um paliativo dos sintomas pruriginosos.
Os estabilizadores de membrana de mastócitos levam no mínimo uma semana para iniciarem sua ação, por isso, devem ser associados à droga de início rápido na crise. São indicados nas conjuntivites alérgicas crônicas, recorrentes, para diminuir a intensidade e a recorrência das crises. Seu uso deve ser de no mínimo seis meses para que o efeito de redução da freqüência das crises seja alcançado.
Os antiinflamatórios não hormonais (AINH) têm papel pouco importante no tratamento das alergias. Atuam inibindo a ciclo-oxigenase (COX), o que elimina a produção de prostaglandinas e tromboxane.
Estudos sugerem que algumas prostaglandinas são pruridogênicas e potencializadoras da ação da histamina. Dessa forma, os AINH aliviariam os sintomas da crise.
Os corticosteróides atuam em vários pontos da cascata da alergia.
Virtualmente, todas as células têm receptores para os corticosteróides.
Após interação com seu receptor, o complexo esteróide-receptor migra para o núcleo da célula a modifica a síntese protéica. Essas drogas têm efeito em todo o sistema imune. Inibem a migração de neutrófilos, o acesso dos macrófagos ao sítio da inflamação, a atividade dos linfócitos, a fosfolipase A (que dá origem ao ácido aracdônico na seqüência inflamatória), e a síntese de histamina conseqüentemente. Os corticosteróides também diminuem a proliferação de fibroblastos e capilares e a deposição de colágeno, interferindo, assim, na cicatrização.
Devemos usar os corticosteróides com cuidado, pois, além dos riscos inerentes da droga, temos ainda na nossa área o risco de desenvolvimento de glaucoma e catarata. Nas crises agudas, deve ser utilizado em altas doses e em curto período de tempo. A suspensão da medicação deve ser sempre lenta e gradual, impedindo assim o efeito rebote.
Os imunomoduladores têm utilização controversa na literatura.
Age inibindo a produção de citoquinas, especialmente as de T-helper, interleucina 2 e 4 (IL-2 e IL-4), interferon e fator de necrose tumoral (TNF). A ciclosporina é altamente seletiva, tem efeito reversível e não interfere com o metabolismo do DNA; portanto, não produz supressão medular e não é mutagênica. Pode ser utilizada em casos refratários, lembrando sua toxicidade ocular e alto custo. Normalmente manipulada, em concentrações que variam de 0,5 a 2%, hoje a encontramos disponível no mercado a doses milesimais (0,05%).
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