Tipos de conjuntivite, causas, sintomas e tratamento da conjuntivite alérgica, viral, bacteriana, neonatal, vernal, sazonal e outras.


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Tratamento da conjuntivite bacteriana

O tratamento da conjuntivite bacteriana é normalmente realizado com colírios de antibióticos, podendo ser utilizado quinolonas de terceira (ciprofloxacina ou ofloxacina) ou quarta geração (moxifloxacina ou gatifloxacina) na posologia de 4 a 5 vezes por dia. Além disso, podem ser associados lágrimas artificiais e compressas frias. No caso de confirmação diagnóstica de conjuntivite por hemophilus influenza em crianças, deve ser associado tratamento sistêmico com amoxacilina/clavulanato 30 mg/kg/dia dividido em 3 doses, para evitar complicações como meningite e pneumonia.

Diferença ente conjuntivite bacteriana e viral

Conjuntivite bacteriana

Varias espécies bacterianas podem causar conjuntivite, produzindo uma secreção purulenta. A visão permanece inalterada, causando apenas um desconforto. A doença usualmente é autolimitada, com duração de 10 a 14 dias se não tratada. Com o uso de colírios ou pomadas antibióticos ocorre a cura geralmente com 2 a 3 dias.
Algumas bactérias podem ser mais perigosas, como no caso da conjuntivite gonocócica, usualmente adquirida pelo contato com secreção genital infectada. É considerada uma emergência oftalmológica, pois pode levar a perfuração da córnea rapidamente. O diagnóstico deve ser confirmado pela identificação da bactéria na secreção.

Conjuntivite viral

A conjuntivite viral é usualmente associada à faringite, febre e mal-estar.O olho fica vermelho, principalmente na parte de dentro das pálpebras e ocorre eliminação de grande quantidade de secreção aquosa. As crianças são mais afetadas que os adultos, e piscinas contaminadas são algumas vezes a fonte de infecção. A doença dura no máximo 2 semanas. O colírio antibiótico pode ser usado para prevenir a infecção bacteriana sobreposta. Compressas de água morna podem diminuir o desconforto e corticóides locais podem tratar complicações.

Conjuntivite bacteriana

A conjuntivite bacteriana é menos comum que a viral, sendo mais freqüente em pacientes imunocomprometidos ou hospitalizados. A conjuntivite bacteriana apresenta-se com hiperemia e outros achados semelhantes à forma viral, porém com uma quantidade maior de secreção mucopurulenta e ausência de linfonodo pré-auricular.
Reação folicular e infiltrados subepiteliais também não costumam ocorrer na forma bacteriana, a qual é causada, na maioria da vezes, por Sthaphilococcus aureus, Streptococcus pneumoniae ou Hemophilus influenza.
Uma forma bastante específica de conjuntivite bacteriana que merece nossa atenção é o chamado tracoma.
O tracoma consiste na infecção causada pelos sorotipos A, B e C da Clamidia tracomatis, afetando principalmente populações de mais baixa renda e com precárias condições de higiene.
Nesses casos, formam-se folículos na conjuntiva tarsal e limbar superior, que podem evoluir para as fases tardias da doença, com surgimento de áreas de fibrose, opacificação corneana e severo comprometimento da visão.
O tratamento das conjuntivites bacterianas baseia-se nos colírios de antibióticos, utilizando-se fluoroquinolonas de terceira (ciprofloxacina ou ofloxacina) ou, preferencialmente, de quarta geração (moxifloxacina ou gatifloxacina), 4 a 5 vezes ao dia. Além disso, podem ser associadas lágrimas artificiais (colírios lubrificantes) e compressas frias. Havendo processo inflamatório muito intenso, corticóides tópicos podem ser usados, como o acetato de prednisolona 1%, desde que não exista suspeita de infecção fúngica. No caso de confirmação de conjuntivite por Hemophilus influenza em crianças, deve ser associado tratamento sistêmico com amoxacilina/clavulanato, para evitar complicações como meningite e pneumonia.