Tipos de conjuntivite, causas, sintomas e tratamento da conjuntivite alérgica, viral, bacteriana, neonatal, vernal, sazonal e outras.


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Tratamentos para conjuntivite bacteriana, viral e alérgica

Tratamento da conjuntivite bacteriana 
Se a infeção que provoca conjuntivite for bacteriana, o médico pode prescrever colírios antibióticos como tratamento da conjuntivite, e a infeção deve limpar dentro de alguns dias. Pomada antibiótica, no lugar de colírios, às vezes é prescrita para tratar conjuntivite bacteriana em crianças. Uma pomada é muitas vezes mais fácil de administrar para um bebê ou criança pequena do que os colírios, embora possam perturbar a visão por até 20 minutos após a aplicação. Com qualquer tipo de medicação, você deve observar uma acentuada melhoria nos sinais e sintomas dentro de um a dois dias. Certifique-se de usar a medicação durante todo o tempo que o seu médico prescreve, para prevenir a recorrência da infeção. 

Tratamento da conjuntivite viral 
A conjuntivite viral não responde ao tratamento com colírios antibióticos ou pomada.
Como no caso de um resfriado comum, você pode usar um remédio para aliviar alguns sintomas, mas o vírus continua o seu curso. Você pode notar um agravamento dos sintomas nos primeiros três a cinco dias. Depois disso, seus sinais e sintomas devem gradualmente melhorar por conta própria. O virus pode levar até duas a três semanas a partir do momento que você estava infetado, para desaparecer.

Tratamento da conjuntivite alérgica 
Se a irritação é uma conjuntivite alérgica, o seu médico pode prescrever um dos muitos tipos existentes de colírios. Estes podem incluir anti-histamínicos, descongestionantes, estabilizadores de mastócitos, esteróides e gotas anti-inflamatórias.

Conjuntivite, como se diagnostica

O diagnóstico de conjuntivite baseia-se no relato do paciente e no exame biomicroscópico (na lâmpada de fenda), no qual se verifica a dilatação dos vasos conjuntivais (hiperemia ocular), associada ou não a outros situações, como, secreção ocular e hipertrofia papilar (ou folicular). A descrição do paciente pode ser inespecífica, podendo referir queixas de fotofobia, lacrimejamento e ardência ou bastante sugestivo da etiologia, como o prurido e o histórico de atopia, nos casos de conjuntivites alérgicas.
Antes de nos aprofundarmos no estudo da conjuntivite, devemos, contudo lembrar da importância de saber distingui-las de outras causas de olho vermelho (hiperemia ocular), como uveítes e crises agudas de glaucoma.
Nestas duas últimas situações, verifica-se a presença de células inflamatórias na câmara anterior e o aumento da pressão intra-ocular, associadas ou não com outras situações, como edema corneano e diminuição da visão.
Já nas conjuntivites, tais alterações não são verificadas. Na maioria dos casos, as conjuntivites não diminuem a visão, nem causam dor severa ao paciente, embora isto possa ocorrer em casos excepcionais.
As conjuntivites podem ser classificadas, basicamente, em cinco tipos, nomeadamente conjuntivite viral, bacteriana, alérgica, neonatal e tóxica.


Conhecendo a conjuntivite

Conjuntivite é uma inflamação ou infeção da membrana transparente (conjuntiva) que reveste a pálpebra e parte do seu globo ocular. A inflamação faz com que pequenos vasos sanguíneos da conjuntiva possam tornar-se mais proeminentes.
A causa de conjuntivite é geralmente uma infeção bacteriana ou viral, uma reação alérgica ou - em recém-nascidos - um canal lacrimal que não está totalmente aberto.
Embora a inflamação da conjuntivite se torne numa condição irritante, raramente afeta sua visão. Se você suspeitar de conjuntivite, você pode tomar medidas para aliviar o desconforto. Mas, porque a conjuntivite pode ser contagiosa, diagnóstico precoce e tratamento é a melhor solução para ajudar a limitar a sua propagação. 

Os sintomas mais comuns de conjuntivite incluem:
• Vermelhidão num ou ambos os olhos;
• Coceira num ou ambos os olhos;
• A sensação de areia num ou ambos os olhos;
• Uma descarga num ou ambos os olhos que  forma uma crosta durante a noite;
• Sensação de rasgo.

Conjuntivite pode fazer com que você se sinta como se tivesse algo num ou ambos os olhos, e que você simplesmente não pode remover. Quando você acorda de manhã, os olhos podem parecer estar colados e fechados, resultante da descarga proveniente de seus olhos. 

Causas de conjuntivite incluem:
• Vírus;
• Bactérias;
• Alergias;
• Um respingo químico no olho;
• Um objeto estranho no olho.

A conjuntivite viral e bacteriana 
A conjuntivite viral e conjuntivite bacteriana podem afetar um ou ambos os olhos. A conjuntivite viral geralmente produz uma secreção aquosa ou mucosa. Conjuntivite bacteriana muitas vezes produz uma descarga mais espessa, amarelo-esverdeada e pode estar associada com uma infeção respiratória ou com a inflamação da garganta. Ambas, conjuntivite viral e bacteriana podem ser associadas com resfriados. Ambos os tipos, virais e bacterianos são muito contagiosos. Tanto adultos como crianças podem desenvolver estes dois tipos de conjuntivite, no entanto a conjuntivite bacteriana é mais comum em crianças do que em adultos.

Tratamento da conjuntivite bacteriana

O tratamento da conjuntivite bacteriana é normalmente realizado com colírios de antibióticos, podendo ser utilizado quinolonas de terceira (ciprofloxacina ou ofloxacina) ou quarta geração (moxifloxacina ou gatifloxacina) na posologia de 4 a 5 vezes por dia. Além disso, podem ser associados lágrimas artificiais e compressas frias. No caso de confirmação diagnóstica de conjuntivite por hemophilus influenza em crianças, deve ser associado tratamento sistêmico com amoxacilina/clavulanato 30 mg/kg/dia dividido em 3 doses, para evitar complicações como meningite e pneumonia.

Diferença ente conjuntivite bacteriana e viral

Conjuntivite bacteriana

Varias espécies bacterianas podem causar conjuntivite, produzindo uma secreção purulenta. A visão permanece inalterada, causando apenas um desconforto. A doença usualmente é autolimitada, com duração de 10 a 14 dias se não tratada. Com o uso de colírios ou pomadas antibióticos ocorre a cura geralmente com 2 a 3 dias.
Algumas bactérias podem ser mais perigosas, como no caso da conjuntivite gonocócica, usualmente adquirida pelo contato com secreção genital infectada. É considerada uma emergência oftalmológica, pois pode levar a perfuração da córnea rapidamente. O diagnóstico deve ser confirmado pela identificação da bactéria na secreção.

Conjuntivite viral

A conjuntivite viral é usualmente associada à faringite, febre e mal-estar.O olho fica vermelho, principalmente na parte de dentro das pálpebras e ocorre eliminação de grande quantidade de secreção aquosa. As crianças são mais afetadas que os adultos, e piscinas contaminadas são algumas vezes a fonte de infecção. A doença dura no máximo 2 semanas. O colírio antibiótico pode ser usado para prevenir a infecção bacteriana sobreposta. Compressas de água morna podem diminuir o desconforto e corticóides locais podem tratar complicações.

Conjuntivite bacteriana

A conjuntivite bacteriana é menos comum que a viral, sendo mais freqüente em pacientes imunocomprometidos ou hospitalizados. A conjuntivite bacteriana apresenta-se com hiperemia e outros achados semelhantes à forma viral, porém com uma quantidade maior de secreção mucopurulenta e ausência de linfonodo pré-auricular.
Reação folicular e infiltrados subepiteliais também não costumam ocorrer na forma bacteriana, a qual é causada, na maioria da vezes, por Sthaphilococcus aureus, Streptococcus pneumoniae ou Hemophilus influenza.
Uma forma bastante específica de conjuntivite bacteriana que merece nossa atenção é o chamado tracoma.
O tracoma consiste na infecção causada pelos sorotipos A, B e C da Clamidia tracomatis, afetando principalmente populações de mais baixa renda e com precárias condições de higiene.
Nesses casos, formam-se folículos na conjuntiva tarsal e limbar superior, que podem evoluir para as fases tardias da doença, com surgimento de áreas de fibrose, opacificação corneana e severo comprometimento da visão.
O tratamento das conjuntivites bacterianas baseia-se nos colírios de antibióticos, utilizando-se fluoroquinolonas de terceira (ciprofloxacina ou ofloxacina) ou, preferencialmente, de quarta geração (moxifloxacina ou gatifloxacina), 4 a 5 vezes ao dia. Além disso, podem ser associadas lágrimas artificiais (colírios lubrificantes) e compressas frias. Havendo processo inflamatório muito intenso, corticóides tópicos podem ser usados, como o acetato de prednisolona 1%, desde que não exista suspeita de infecção fúngica. No caso de confirmação de conjuntivite por Hemophilus influenza em crianças, deve ser associado tratamento sistêmico com amoxacilina/clavulanato, para evitar complicações como meningite e pneumonia.